dezembro 3, 2025
Tempo de leitura: 2 minutos

Antes de 2026, tenho uma pergunta

Vamos dar um passo atrás?

Laura Amorim

Criadora dos Mapas da Lulu

Olá, futuro aprovado!

Entramos no último mês do ano, acredita?

2025 voou e já estamos novamente naquela época em que começam as listas enormes de metas de estudos para o próximo ano.

E tem um ponto que pouca gente considera antes de escrever “vou estudar 6 horas por dia”: não adianta planejar mais horas, mais PDFs, mais questões, se o estudo continuar sendo ineficiente.

Por isso, na edição de hoje, quero propor um passo atrás: olhar com mais atenção para as ferramentas de estudo. Do contrário, 2026 começa cheio de esperança e termina com a sensação de que “faltou algo” (de novo).

Vou começar tocando em um ponto que dói…

Para abrir essa conversa, deixa eu te mostrar uma cena muito comum:

— Tô pensando em mudar tudo pro ano que vem, dizem que quem é mais visual aprende mais rápido por videoaulas, então vou focar só nelas.
— Sério? Eu fico perdida. Prefiro PDF. Sem ler, nada entra na minha cabeça.

Se você já ouviu (ou já fez parte) desse diálogo, saiba que ele é um clássico.

E confesso: sempre que vejo conversas baseadas nos famosos “estilos de aprendizagem”, dá aquele aperto no peito. Se você soubesse a quantidade de estudos científicos que desmontam essa ideia, jamais cairia nesse mito outra vez.

Sim, você vai encontrar pessoas jurando que foram aprovadas por causa de um formato específico. Mas, na prática, elas chegaram lá apesar disso, não por causa disso.

As particularidades de cada um existem, as facilidades, as predisposições… só que experiência pessoal não é método! Para ser método, precisa ser baseado em princípios sólidos, universais e replicáveis.

Foco no contexto!

No fim do dia, não é sobre “sou do time videoaula” ou “sou do time PDF”.
Posso usar só uma ou só outra? Até pode, mas o ganho real vem da complementação entre as ferramentas e não no valor singular de cada uma.

Afinal:

Você usa um martelo OU um prego,
ou você usa um martelo E um prego?

Meio lógico, né? Uma coisa precisa da outra. Cada conteúdo pede um tipo de abordagem e você precisa saber combinar as ferramentas na hora certa, com intenção e equilíbrio, para potencializar os resultados.

O que considerar na sua escolha

E aí vem a pergunta inevitável e muito pertinente: “Como eu vou saber quando usar o quê?”. A seguir, estão algumas diretrizes e dicas que te ajudam a tomar a melhor decisão:

📌 Comece pelo custo-benefício: antes de mudar tudo, pergunte: “qual ferramenta me dá mais resultado por minuto investido?”. Não é sobre o que parece mais elaborado, e sim o que te faz avançar com clareza e agilidade. Na maioria dos casos, o estudo por PDF cumpre bem esse papel.
📌 Observe a dificuldade do conteúdo: as videoaulas viraram vilãs por exagero, não por mérito. Se algo está te travando, usar uma aula em vídeo não é sinal de fraqueza, é estratégia. Está tudo bem alternar, o objetivo é aprender, não provar autossuficiência.
📌 Questões (o ponto fixo da sua rotina): as questões precisam entrar cedo e permanecer até o final da sua preparação. Elas revelam lacunas, reforçam a memória e impedem que você se iluda com o próprio entendimento.
📌 Aproveite melhor o tempo “imperfeito”: nem todo momento do dia é ideal para teoria pesada. Durante deslocamentos ou tarefas mecânicas, revisões em áudio funcionam muito bem e podem até evitar aquela sensação de “não estudei nada hoje”.

📌Resumos com intenção (não obrigação): resumos só funcionam quando geram revisão ativa. Se vira um caderno bonito e intocado, só vai roubar seu tempo. Ao invés disso, você pode simplesmente escrever, de memória, o que você aprendeu a cada encerramento de aula.

Obs.: uma boa alternativa aos resumos são os mapas mentais! A hierarquização dos assuntos, esquematização de pontos essenciais e recursos de memorização permitem mais agilidade!


Para explicar melhor como aplicar essas diretrizes na prática, trouxe no meu último vídeo alguns exemplos do dia a dia de preparação e conexão com algumas ferramentas de estudo.

Tem até atalho secreto para melhorar a organização em menos de 1 minuto (eu juro)! Ele viabiliza a aplicação da minha técnica de resolução de questões por camadas. Clique no botão abaixo para assistir 🎥 :


Se eu puder te deixar um conselho hoje…

Antes de estabelecer qualquer objetivo mirabolante para os seus estudos em 2026, reflita: a forma como eu estudo hoje tem me ajudado ou me atrapalhado?

Se seu leque de opções não está flexível o suficiente, esse pode ser um excelente passo inicial para um 2026 com mais resultados.


✍ Minhas recomendações para a semana

📚 LIVRO

Essa semana eu viajei e entrei totalmente no clima de praia e verão, então a leitura não podia ir por outro caminho. Minha indicação é “De férias com você”, da Emily Henry.

Nele, acompanhamos Poppy e Alex, amigos de muitos anos, por duas linhas do tempo que revelam não só a dinâmica entre eles, mas também o que os fez quebrar a tradição de viajarem juntos todo ano.

Eu sou apaixonada por essa evolução de friends to lovers, então essa leitura foi exatamente o que uma mente cansada precisa: algo leve, divertido e perfeito para respirar um pouco.

Inclusive, gravei um vídeo com outras indicações dessa trope, caso você também ame esse tipo de história.


🎧 PODCAST

Falando em retrospectivas, metas e encerramentos de ciclos, tem um episódio do meu podcast que conversa muito com esse momento do ano.

É uma reflexão sincera sobre o que eu faria diferente se estivesse começando a estudar para concursos hoje.

Ele pode te poupar algumas voltas que eu mesma já dei.


🎐 Mensagem da semana

“O sucesso não consiste em não errar, mas em não cometer os mesmos equívocos mais de uma vez.”


Obrigada por mais uma semana 💛

Até a próxima edição!

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